Cherry @ 00:28

Sab, 06/11/10

Sabe bem saber que voltei a ter alguém a fazer parte do meu dia-a-dia, alguém que eu achava que nunca ia chegar e ocupar o lugar que em tempos fora do JA.

O medo tem percorrido os meus dias, o medo de falhar, o medo de te falhar, o medo de me falhares. O medo de acordar e perceber que já não estás lá, o medo de perceber que nada valera a pena - os esforços e as alterações que fiz para que pudéssemos estar juntos. Não falo em arrependimento porque ele não existe e, se fosse preciso, voltava a cometer todos os mesmos erros para poder estar contigo agora, como estamos.

Não sei se namoramos, se temos algum tipo de compromisso ou não, sei que temos estado juntos e como eu costumo dizer és o meu não sei quê. Só tenho uma coisa em mente, vou ser fiel sem me cansar, e seja o Deus quiser. Obrigada por teres aparecido, não faças com que eu me arrependa, só te peço isso.




Cherry @ 05:21

Sex, 05/11/10

Tu olhas para uma pessoa, uma pessoa que sabes que não é uma pessoa qualquer, porque o teu olhar fixa-se nela e quando ela olha para ti e sente o mesmo que tu, sentes que alguma coisa vai acontecer. Não sabes nada ainda, mas intuis, intuis com os teus sentidos, com o teu corpo e às vezes com o teu coração que aquela pessoa pode ter qualquer coisa para te dar, que não sabes o que é, mas sabes que um dia vais descobrir e que esse dia pode ser nesse momento, e é então que tiras os dados do bolso e os lanças para cima da mesa. Quando nos interessamos por alguém, nunca sabemos no que vai dar. Lançamos os dados como quem os deixa cair quase por acaso e muitas vezes nem queremos saber quanto deram: um e um, dois e quatro, três e três, cinco e dois, é sempre um mistério, porque a sorte também manda na vida, manda mais do que queríamos e menos do que gostávamos, por isso desconfiamos dela sempre que nos é favorável, mas aceitamos as suas traições como a ordem natural das coisas, por mais absurdas que sejam. Os dados caíram quando levantaste o copo e eu vi no chão seis e seis, vi-te a apanhar os dados e a rir, ouvi a tua voz e quando começámos a conversar, percebi que os dados estavam certos.




Cherry @ 04:57

Sex, 05/11/10

O que é que me fez voltar após um mês? A resposta é fácil, demasiada confusão mental.

Parece que não mas o blog é um porto de abrigo tão seguro - que está sempre aqui, e que não falha.

 

Falta-me o sono, são 5h e eu acordada. Preciso de falar sobre o que vem cá dentro. Voltei para ficar porque, já percebi que, por mais que me afaste acabo sempre por voltar.

Não tenho sono e deu-me a saudade.

 

 

Somos o que somos - Augusto Cury